Diretoria, Comitê Executivo e Constituição

Presidente

Marcelo Paixão

Marcelo Paixão é Professor Associado da University of Texas em Austin. Ele trabalha no African and African Diaspora Studies Department  (AADS) e no Teresa Lozano Long Institute of Latin American Studies  (LLILAS). Anteriormente, entre 1999 e 2015, foi professor do Instituto Econômico daUniversidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente, é membro do Brazil Center vinculado ao LLILAS na UT Austin. Seu campo de pesquisa está focado na dinâmica da desigualdade étnica e racial no Brasil. Inclui análises baseadas em indicadores demográficos e estudos sobre desenvolvimento e políticas públicas. Formou-se em Economia pela UFRJ e fez doutorado em Sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ). Entre 2012 e 2013, foi professor visitante na Universidade de Princeton, onde trabalhou no Project Ethnicity and Race in Latin America (PERLA), coordenado pelo professor Edward Telles. Publicou vários artigos e livros sobre relações raciais e desigualdade racial no Brasil. Alguns dos mais importantes são: Desenvolvimento Humano e Relações Raciais; as duas edições do Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil (Ed. Garamond, em 2008 e 2011); e A Lenda da Modernidade Encantada: por uma crítica ao pensamento social brasileiro sobre relações raciais e projeto de Estado-Nação (Ed CRV, 2014). Mais recentemente, em 2016, lançou o livro “500 años de soledad: estudios sobre las desigualdades raciales en Brasil”, editado pela Universidad Nacional de Colombia.

Vice-Presidente

Sidney Chalhoub

Sidney Chalhoub é professor de história e de estudos africanos e afro-americanos na Harvard University. Antes de ir para Harvard, lecionou na UNICAMP por trinta anos. Publicou três livros sobre a história social do Rio de Janeiro: Trabalho, lar e botequim (1986), sobre a cultura da classe trabalhadora no início do século XX; Visões da liberdade (1990), sobre as últimas décadas da escravidão; e Cidade febril (1996), sobre cortiços e epidemias na segunda metade do século XIX. Também publicou Machado de Assis, historiador (2003), sobre a literatura e as idéias políticas de Machado de Assis. Seu último livro individual é A força da escravidão (2012), sobre a escravidão ilegal e a precariedade da liberdade no Brasil do século XIX. Sidney Chalhoub supervisionou 30 dissertações de doutorado concluídas, 23 teses de mestrado e 29 TCCs e tem muito orgulho de seus ex-alunos. A grande maioria dos que concluíram o doutorado sob sua supervisão agora são professores de universidades públicas em todas as regiões do Brasil.

President Anterior

Gladys Mitchell-Walthour

Gladys Mitchell-Walthour é Professora Associada de Estudos Africano e Afro-Diaspóricos da University of Wisconsin-Milwaukee. Uma cientista política especializada em política racial brasileira, seu trabalho examina o comportamento político afro-brasileiro, ações afirmativas e a desigualdade racial. Seu livro The Politics of Blackness: Theorizing Racial Identity and Political Opinion in Contemporary Brazil foi publicado pela Cambridge University Press em 2017. Ela co-editou o livro Race and the Politics of Knowledge Production Diaspora and Black Transnational Scholarship in the United States and Brazil com Elizabeth Hordge-Freeman e Brazil’s New Racial Politics (2010), com Bernd Reiter e também publicou artigos nas revistas Racial and Ethnic Studies (2010), The National Political Science Review (2011), Latin American Politics and Society (2009), Opinião Pública (2009), Review of Black Political Economy (2009) e na Studies in Latin American Popular Culture (2008).  Ela recebeu bolsas de pós-doutorado na Duke University e na Johns Hopkins University. Em 2013-2014 atuou como Lemann Visiting Scholar no David Rockefeller Center for Latin American Studies da Harvard University. Dr.ª Mitchell-Walthour possui mestrado e doutorado em ciências políticas pela University of Chicago, mestrado em políticas públicas pela University of Michigan e bacharelado em ciências políticas e estudos afro-americanos pela Duke University.

Comitê Executivo 2020-2022

Rebecca Atencio

Rebecca Atencio é Professora Associada de Português e Estudos de Gênero e Sexualidade na Tulane University, onde ensina desde 2009, após três anos na University of North Carolina em Charlotte. Embora treinada como estudiosa de literatura, seus interesses de pesquisa e ensino são profundamente interdisciplinares, o que se reflete em seu livro, Memory’s Turn: Reckoning with Dictatorship in Brazil publicado na Critical Human Rights Series da University of Wisconsin Press (2014) e no em seu projeto atual de livros sobre feminismos brasileiros. Em Tulane, é membro do corpo docente do Roger Thayer Stone Center For Latin American Studies e atualmente dirige o programa de Estudos de Gênero e Sexualidade. A partir de 2019, também se tornou editora da revista acadêmica interdisciplinar Luso-Brazilian Review.

Isis Barra Costa

Isis Barra Costa obteve seu doutorado em literatura comparada na New York University, onde também recebeu o título de  mestra em literatura inglesa. É Professora Assistente de Estudos Literários e Culturais Brasileiros Contemporâneos na Ohio State University. Anteriormente, lecionou na Arizona State University, onde dirigiu o Brazilian Studies Certificate Program. Isis Barra Costa gosta muito de empreendimentos colaborativos e é co-autora de antologias na Argentina com Eduardo Muslip (Brasil: ficciones de argentinos and Passo da Guanxuma: contactos culturales entre Brasil y Argentina), nos EUA, com Emanuelle Oliveira-Monte (sobre a diáspora afro-brasileira), bem como em Portugal com Denis Renó (sobre ecologia na media e criação de conhecimento digital). Participa e organiza coletivamente simpósios acadêmicos e intervenções artísticas em ambientes tradicionais e digitais (como o Museu Afro Digital do Rio de Janeiro, onde serve como membro do Comitê Editorial). Vem participando de congressos da BRASA desde 2006 e é grata pelas interações frutíferas desses encontros. Suas apresentações na BRASA costumam focar em sua principal área de pesquisa: oralidade afro-brasileira, cosmologia e performance. Desde 2014, após o protesto de 2013 no Brasil, vem apresentando e organizando painéis que abordam diretamente a atual situação política no Brasil.

Benjamin Cowan

Ben Cowan é professor associado no departamento de história da UCSD. Grande parte do seu trabalho se concentra no radicalismo de direita, moralidade, sexualidade e imperialismo do século XX e na Guerra Fria, com uma especialização mais particular na história cultural, religiosa e de gênero da era pós-1964. Escreveu o livro Securing Sex: Morality and Repression in the Making of Cold War Brazil, publicado pela University of North Carolina Press em 2016. A monografia ganhou prêmios de livros da Associação de Estudos Latino-Americanos  e da Southeastern Conference on Latin American Studies. Seu trabalho também pode ser encontrado nas revistas acadêmicas American Quarterly, The Journal of the History of Sexuality, The Hispanic American Historical Review, Radical History Review, Latin American Research Review, entre outros. Trabalha como membro coletivo do Instituto Tepoztlán e como membro do conselho editorial da Hispanic American Historical Review, Revista Nordestina da História do Brasil e Fronteiras: Revista Catarinense de História. Seu segundo livro, Moral Majorities Across the Hemisphere: Brazil, the United States, and the Creation of the Religious Right, será publicado pela University of North Carolina Press em 2021. 

Inês Dourado

Dr.ª Inês Dourado é professora titular e pesquisadora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia, no Nordeste do Brasil. O Instituto de Saúde Coletiva é uma instituição acadêmica líder em programas de pós-graduação em saúde pública e tem a maior nota de avaliação do Brasil CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) na Região Nordeste e entre outros 3 Programas no país. Ela é médica, com mestrado em saúde pública pela University of Massachusetts e doutora em epidemiologia pela School of Public Health, University of California, Los Angeles(UCLA). Dr.ª Dourado ensina epidemiologia a estudantes de graduação e em cursos de pós-graduação sobre métodos epidemiológicos. Sua pesquisa é sobre epidemiologia de doenças infecciosas, especificamente sobre HIV / AIDS. Ela tem participado extensivamente do estudo da epidemiologia e prevenção de retrovírus humano (HIV e HTLV) no Brasil. Foi professora visitante no Programa de Mestrado em Saúde Pública da NYU (2010-2011) e atualmente é professora adjunta da Escola de Saúde Pública da Brown University, onde foi professora visitante durante o primeiro semestre de 2015 como parte da Cátedra CAPES-Brown (conceituado programa para pesquisadores seniores no Brasil) e The Brazil Initiative na Brown University. Ela publicou extensivamente, documentando seu compromisso de longo prazo com a melhoria da saúde das pessoas com maior risco de HIV.

Reighan Gillam

Reighan Gillam é professora assistente no Department of Anthropology da University of Southern California. Atualmente, está escrevendo o manuscrito, “Visualizing Black Lives: Afro-Brazilian Media in São Paulo”, que examina os significados que os produtores de mídia afro-brasileiros atribuem às identidades negras por meio de suas próprias representações. Publicou artigos sobre representações da negritude nas mídias produzidas por afro-brasileiros nas revistas acadêmicas Communication, Culture, and Critique and Feminist Media Studies. É membro da BRASA desde 2006, quando participou do Congresso da Vanderbilt University. Mais recentemente, participou dos congressos da BRASA na Brown University e Kings College London. Através do ensino e pesquisa, trabalha para centralizar produções e representações culturais de pessoas de ascendência africana no Brasil.

Erika Larkins

A Dr.ª Erika Robb Larkins é Diretora do Behner Stiefel Center for Brazilian Studies e Professora Associada de Antropologia e Sociologia na San Diego State University. Recebeu seu doutorado em Antropologia Cultural da University of Wisconsin, Madison e também possui mestrado em Estudos Latino-Americanos pela University of Chicago. Suas pesquisas e ensino se concentram na violência e desigualdade em ambientes urbanos. Seu primeiro livro, The Spectacular Favela: Violence in Modern Brazil (U. California Press, 2015), explora a economia política da violência espetacular em uma das favelas mais famosas do Rio. Larkins está concluindo um segundo livro sobre como o setor de segurança privada no Brasil molda o espaço urbano. Atualmente, faz parte do conselho da Society for Latin American and Caribbean Anthropology (SLACA). Em junho de 2020, ela co-ministrará um seminário de verão do National Endowment for the Humanities para professores universitários, intitulado “Marginal Spaces, Race, and Modernity in Brazil “.

Leila Lehnen

Leila Lehnen é especialista em literatura contemporânea brasileira e espanhola. Suas áreas temáticas de pesquisa incluem a representação da cidadania, direitos humanos, justiça social e democracia na produção literária e cultural. Seu livro Citizenship and Crisis in Contemporary Brazilian Literature (Palgrave Macmillan, 2013) examina o retrato e a crítica da cidadania diferenciada na literatura brasileira contemporânea. Publicou artigos sobre cidadania, justiça social e direitos humanos nas literaturas brasileira e espanhola, entre outros tópicos. Atualmente, está trabalhando em um livro sobre democracia e literatura brasileira contemporânea. Leila atuou como secretária e vice-presidente da American Portuguese Studies Association e atualmente é presidente eleita da associação. Ela também atuou no comitê de seleção de conferências da BRASA (2015, 2012 e 2006) e no Comitê de Seleção do Jon M. Tolman Award (2014 e 2016).

Marcia Lima

Márcia Lima é professora do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo e pesquisadora sênior do CEBRAP (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento).
Em 2016-2017, foi bolsista do Afro-Latin American Research Institute/ Hutchins Center for African & African American Research na Harvard University. Em 2011-2012, fez pós-doutorado na Columbia University. Sua experiência é no campo da Sociologia, com foco em pesquisas sobre desigualdade racial. Ela publicou e supervisionou estudantes nas seguintes áreas: mercado de trabalho, trajetórias educacionais, desigualdades de raça e gênero e políticas de ação afirmativa no Brasil.

Ynaê Lopes dos Santos

Ynaê Lopes dos Santos é professora de História da América da Universidade Federal Fluminense. É bacharel, mestre, e doutora em História pela Universidade de São Paulo. Suas áreas de pesquisa tratam da História da Escravidão nas Américas, bem como o Estudo das relações étnico-raciais no continente americano e também do ensino de História da África e da questão negra no Brasil. Ynaê é autora dos livros Além da Senzala. Arranjos escravos de moradia no Rio de Janeiro (1808-1850) publicado pela Hucitec em 2010 (resultado da pesquisa de mestrado) e também autora do livro  História da África e do Brasil Afrodescendente publicado pela Editora Pallas em 2017 e destinado ao público escolar. Atualmente desenvolve pesquisa sobre biografias de personalidades negras da história brasileira, bem como o estudo sobre intelectuais negros no Pós Abolição em perspectiva comparada e conectada no Brasil, Estados Unidos e Cuba. Ynaê também atua como historiadora pública no ensino e divulgação das histórias étnico-raciais.

Tianna Paschel

Tianna Paschel é professora associada do Department of African American Studies e do Department of Sociology na University of California – Berkeley. Ela pesquisa a interseção de ideologia racial, política e globalização na América Latina. Seu trabalho pode ser encontrado na American Journal of Sociology, Du Bois Review, SOULS: A Critical Journal of Black Politics, Culture and Society e Ethnic and Racial Studies e vários volumes editados. Ela também é autora de Becoming Black Political Subject, que se baseia em métodos etnográficos e de arquivo para explorar a mudança nos anos 90 das idéias de cidadania universal não-marcada para regimes de cidadania multicultural e o reconhecimento de direitos específicos para populações negras pelos estados latino-americanos. Recebeu vários prêmios, incluindo o Herbert Jacob Book Award da Law and Society Association e o Barrington Moore Book Award da American Sociological Association (ASA). Paschel também é co-editora – junto com Petra Rivera-Rideau e Jennifer Jones – do Afro-Latin@s in Movement, um volume interdisciplinar que explora o transnacionalismo e a negritude nas Américas. Paschel é bolsista da Ford, membro da American Political Science Association Task Force on Race and Class Inequality, do Conselho da Seção de Direito da ASA e do Steering Committee of the Network of Anti-Racist Action and Research (RAIAR).

Patricia Pinho

Patricia Pinho é Professora Associada do Departamento de Estudos Latinos e Latinoamericanos na  University of Califórnia, Santa Cruz. Influenciada pelos Estudos Culturais, o trabalho de Patricia Pinho gira em torno de questões de identidade e poder. Em sua pesquisa e ensino, procura destacar a importância do Brasil nos contextos mais amplos das Américas e na diáspora negra. Suas publicações, incluindo Mama Africa: Reinventing Blackness in Bahia (Duke University Press, 2010), têm se concentrado em negritude, brancura, racismo e formas de resistência ao racismo no Brasil. Seu último livro, Mapping Diáspora: African Roots Tourism in Brazil (University of North Carolina Press, 2018), examina a construção da solidariedade transnacional negra dentro da geopolítica da diáspora negra. Pinho nasceu e cresceu em Salvador, Bahia, e tem doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. Pinho mora e trabalha nos Estados Unidos desde 2002. Faz parte da BRASA desde 2004, quando a conferência foi realizada no Rio. O painel do qual participou na época foi sobre “Novas Negritudes, Novas Atitudes” e foi uma excelente oportunidade para discutir ativismo e estética anti-racistas com acadêmicos/ativistas brasileiros e norte-americanos. Considera que construir solidariedade local e transnacional é um meio crucial de luta, especialmente diante da terrível situação política do Brasil após o golpe de 2016.

Sonia Roncador

Sonia Roncador tem mestrado em literatura brasileira pela Universidade de Brasília (1993) e doutorado em literatura comparada pela New York University (1999). Nos últimos 14 anos, lecionou cursos de literatura e cultura brasileira no Departamento de Espanhol e Português da UT-Austin. No passado, trabalhou como professora  na University of Illinois em Urbana-Champaign, Columbia University, e foi visitante na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). É autora de três livros sobre literatura brasileira e história cultural. Sua primeira monografia, Poéticas do empobrecimento (Annablume, 2002), explora as interseções de responsabilidade social e “ética do cuidado” nos escritos posteriores de Clarice Lispector. Seu livro seguinte, A doméstica imaginária (UnB, 2008) revela a centralidade simbólica dos empregados domésticos no  discurso intelectual brasileiro da pós-abolição, e argumenta que o espaço social e econômico da servidão doméstica remunerada permanece profundamente moldado pelo legado da escravidão . Uma versão em inglês substancialmente revisada e ampliada deste livro, Domestic Servants in Literature and Testimony in Brazil, foi publicado em 2014 (Palgrave Macmillan). Seu projeto de livro atual, “Imperial Trash: The Portuguese in the American Tropics (Brasil, Trinidad e Hawaii)”, desafia o paradigma nacionalista nos estudos da imigração portuguesa, demonstrando a ressonância internacional dos mitos da escravidão e genocídio brancos e emoldurando os discursos emergentes das migrações lusas nos trópicos americanos nos séculos XIX e XX. Com seu escopo geográfico transatlântico, o livro examina os contextos justapostos da escravidão africana e da servidão contratual asiática e europeia, bem como dos imperialismos portugueses e britânicos. O livro também interroga o debate de “aclimatação humana” que guia as políticas raciais e de imigração da época, discursos gerados por narrativas de expansão da raça branca e, por outro lado, extermínio de brancos durante décadas de intensa mobilidade em direção ao sul.

Fabio de Sá e Silva

Fábio de Sá e Silva é Professor Assistente de Estudos Internacionais e Professor Wick Cary de Estudos Brasileiros na University of Oklahoma. Sua pesquisa  concentra-se na organização social e no impacto político de profissionais e instituições jurídicas no Brasil e comparativamente. Tem formação multidisciplinar em direito, ciências sociais e políticas públicas, bem como uma experiência profissional diversificada que combina trabalho acadêmico e análise de políticas. Ele possui um B.A. em estudos jurídicos pela Universidade de São Paulo, onde recebeu uma bolsa CAPES para estudos em direito e sociedade. Ele também obteve um Mestrado em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília e um Ph.D. em Direito, Política e Sociedade na Northeastern University como bolsista da CAPES-Fulbright. Ele fundou e co-dirige o Centro de Estudos Brasil da OU. Como tal, ele se envolveu profundamente na criação de uma infraestrutura para estudos brasileiros na OU em colaboração com instituições brasileiras.

Victoria Saramago

Victoria Saramago é professora assistente de Estudos Hispânicos e Luso-Brasileiros na University of Chicago. É doutora em Culturas Ibéricas e Latino-Americanas pela Stanford University. Também é mestra em literaturas luso-brasileiras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Seu livro, Fictional Environments: Mimesis, Deforestation, and Development in Latin America, será lançado em novembro de 2020 pela Northwestern University Press. Fictional Environments investiga a crescente brecha entre ambientes preservados ficcionalmente em romances e as mudanças que esses mesmos ambientes enfrentam na realidade referencial. Ele mostra como os romances inspiraram o desenvolvimento de iniciativas conservacionistas, como eles ofereceram contrapontos e diálogos com projetos de modernização e como os aspectos ambientais compuseram as agendas dos romancistas como ativistas, políticos e intelectuais públicos. É autora de O duplo do pai: o filho e a ficção de Cristovão Tezza (São Paulo: É Realizações, 2013). Ela também publicou artigos em diversos tópicos, incluindo usos e significados transatlânticos do termo “sertão”. Seus interesses de pesquisa incluem literaturas e culturas latino-americanas, com foco no Brasil, ecocriticismo, estudos da ficção e da fictionalidade e escritos autobiográficos.

Carolina Helena Timóteo de Oliveira
Representate dos estudantes de pós-graduação

Carolina Helena Timóteo de Oliveira concluiu sua graduação em inglês na Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Enquanto trabalhava em sua graduação, Carolina desenvolveu pesquisas sobre novas alfabetizações e alfabetização crítica em livros didáticos de inglês. Ela atuou por sete anos como professora de português e inglês antes de concluir seu mestrado em estudos latino-americanos na University of North Carolina em Charlotte. Sua dissertação de mestrado se intitula “Afro-Brazilian Culture as a Means of Transformation: Spaces, Business and Political Participation in Belo Horizonte, Brazil” e investiga como o hip-hop brasileiro pode desafiar padrões sociais e construir novas realidades. Na UNC Charlotte, Carolina ministrou cursos de Português como Língua Estrangeira e de História e Cultura Afro-Brasileira para estudantes de graduação. Além disso, Carolina participou de pesquisas etnográficas sobre dinâmica social e racial em uma comunidade em processo de gentrificação em Charlotte, Carolina do Norte. Atualmente, Carolina está fazendo doutorado em estudos latino-americanos no Roger Thayer Stone Center for Latin American Studies na Tulane University e faz parte do Mellon Graduate Program in Community Engaged Scholarship. Carolina está desenvolvendo um projeto sobre identidades, recursos terapêuticos e estratégias de empoderamento com negros e LGBT+ em Belo Horizonte, Brasil. Além disso, conduz pesquisas com uma abordagem etnomusicológica sobre a relação entre o candomblé e a arte afro-brasileira, a dinâmica entre ritmos afro-diaspóricos, construções identitárias e noções de cidadania.

Christopher Dunn
Diretor Executivo, Secretariado da BRASA

Christopher Dunn é Professor e Diretor do Departamento de Espanhol e Português da Tulane University. Ele recebeu seu Ph.D. em estudos luso-brasileiros da Brown University em 1996, no mesmo ano em que se uniu ao corpo docente da Tulane. Ele também faz parte do Africana Studies Program e é um membro central do Stone Center for Latin American Studies. Sua pesquisa se concentra em políticas culturais durante o período da ditadura, raça e nacionalidade, música popular e cultura negra no Brasil. É autor de Brutality Garden: Tropicália and the Emergence of a Brazilian Counterculture (2001) e Contracultura: Alternative Arts and Social Transformation in Authoritarian Brazil (2016), ambos publicados pela University of North Carolina Press. Contracultura foi co-vencedor do Prêmio BRASA Roberto Reis Book em 2018. É co-editor com Charles Perrone de Brazilian Popular Music and Globalization (Routledge, 2001) e co-editor com Idelber Avelar de Brazilian Popular Music and Citizenship (Duke UP , 2011). Atualmente, está escrevendo um livro intitulado “Stray Dog in the Milky Way: Tom Zé and Brazilian Popular Music”.

Claudia B. de Brito
Diretora Administrativa

Natural de Niterói, RJ, Claudia de Brito vive na área da Grande Nova Orleans desde 1993. Ela é Secretária Executiva do Departamento de Espanhol e Português da Tulane University, onde trabalha desde 2000. É formada em Computer Technology da Delgado Community College em 2000 e bacharel em Ciências da Computação pela Tulane University em 2006. Claudia de Brito é uma Intérprete Jurídica Certificada pelo Supremo Tribunal da Louisiana e uma Intérprete Médica Certificada de Português.