2025 eleições

VICE PRESIDÊNCIA

Rubia R. Valente
Baruch College, Professora Associada
Assuntos Públicos
Universidade da Cidade de Nova York
Desde que me juntei à associação em 2016, tenho atuado no Comitê Executivo, bem como nos Comitês de Programação, Prêmio de Melhor Artigo e Bolsa de Iniciação ao Brasil. Essas experiências me mostraram o papel vital que a BRASA desempenha no avanço dos Estudos Brasileiros e na promoção de conexões entre acadêmicos e instituições. Estou ansiosa para ajudar a guiar a associação em seu próximo capítulo, com foco na expansão de seu alcance, inclusão e impacto.
Minha trajetória nos Estudos Brasileiros é profundamente pessoal. Imigrei do Brasil para os EUA em 2000 e, embora tenha construído minha carreira acadêmica nos EUA, permaneci intimamente ligada ao Brasil — falando português em casa, viajando com frequência e fundamentando minha pesquisa em questões sociais brasileiras. Minha tese de doutorado examinou o acesso de estudantes negros e pardos a universidades públicas no Brasil e seu desempenho em exames de admissão — uma questão que me toca profundamente como estudante universitária de primeira geração. Desde então, minha pesquisa tem se concentrado no Brasil e na América Latina, abordando questões de desigualdade, raça e qualidade de vida.
Como vice-presidente, minha liderança será guiada por três prioridades:
1. Fortalecer o apoio aos membros — especialmente estudantes, professores em início de carreira e pesquisadores em instituições voltadas para minorias;
2. Expandir as conexões internacionais — construindo parcerias mais sólidas com centros de Estudos Brasileiros internacionalmente;
3. Aprofundar o engajamento da BRASA além da academia — garantindo que nossa produção acadêmica contribua para os debates públicos e alcance comunidades mais amplas.
A vitalidade da BRASA depende da participação ativa de pesquisadores de diversas origens e estágios de carreira. Para tanto, trabalharei para expandir as redes de mentoria, criar workshops e desenvolver programas virtuais que tornem os Estudos Brasileiros mais acessíveis, particularmente para estudantes de pós-graduação e professores em início de carreira nos EUA e no Brasil. Também priorizarei iniciativas que reduzam as barreiras à participação — como bolsas de viagem e formatos híbridos de conferências — para que pesquisadores do Brasil, da América Latina e de outros lugares possam se engajar plenamente, independentemente de seus recursos financeiros. Fortalecerei os laços com os programas de estudos brasileiros em universidades americanas, ao mesmo tempo que incentivarei a colaboração com institutos na Europa e na América Latina. Igualmente importante, quero conectar acadêmicos no Brasil com colegas no exterior para fomentar publicações conjuntas em periódicos de língua inglesa e ampliar a visibilidade de seus trabalhos.
Acredito também que a BRASA deve continuar a conectar a academia e a vida pública. Como membro do Escritório Brasil em Washington e da Rede Americana para a Democracia no Brasil, tenho trabalhado para conectar a expertise acadêmica ao discurso público. Como vice-presidente, incentivarei os membros a compartilhar seus trabalhos por meio de artigos de opinião, palestras públicas e notas informativas, e buscarei parcerias com organizações da sociedade civil e instituições culturais para ampliar a visibilidade das pesquisas de nossa comunidade.
Imagino uma BRASA que reflita toda a diversidade do Brasil e de suas diásporas, conectando acadêmicos além-fronteiras e defendendo os valores que sustentam a vida intelectual. Meu estilo de liderança é colaborativo e inclusivo: acredito que a força da BRASA reside em seus membros e estou comprometida em ouvir, amplificar vozes e trabalhar em conjunto para alcançar nossos objetivos comuns. Com o seu apoio, espero conduzir a BRASA a um novo capítulo de crescimento, resiliência e impacto global.

NOVOS MEMBROS DO COMITÊ EXECUTIVO
ACADÊMICOS RESIDENTES NOS EUA:

Lígia Bezerra
Professora Associada de Português Universidade Estadual do Arizona

Nasci em Várzea Alegre, Ceará, Brasil, e me mudei para os Estados Unidos em 2006, onde concluí o mestrado em Português na Universidade do Novo México e o doutorado em Português com ênfase em Estudos Culturais na Universidade de Indiana. Também possuo mestrado em Linguística pela Universidade Federal do Ceará. Lecionei Língua Portuguesa e Inglesa e Linguística no Brasil e lecionei Língua Portuguesa e Espanhola, Literatura e Cultura Lusófona e Literatura e Cultura Latino-Americana nos Estados Unidos. Meus interesses de pesquisa incluem consumo, vida cotidiana, neoliberalismo e democracia. Publiquei artigos em periódicos como Chasqui, Journal of Lusophone Studies, Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, Luso-Brazilian Review e Cultural Studies. Meu livro, *Everyday Consumption in Twenty-First-Century Brazilian Fiction* (Purdue University Press, 2022), é o primeiro estudo aprofundado a mapear a representação do consumo na prosa brasileira contemporânea, destacando como nossas interações com as mercadorias conectam áreas aparentemente desconexas da vida cotidiana, como hábitos alimentares, o crescimento da teologia da prosperidade e ideias de sucesso e fracasso. Estou escrevendo um segundo livro, que se concentra em como a música popular brasileira articula a resistência às forças antidemocráticas no século XXI. Por meio de minha pesquisa, comecei a participar das conferências da BRASA quando era estudante de pós-graduação e sou grata por todas as oportunidades que a conferência da associação me proporcionou ao longo da minha carreira. Como membro do comitê executivo da BRASA, seria uma honra contribuir para a missão da associação, ajudando a construir comunidade e a continuar abrindo portas para as futuras gerações de pesquisadores na área de Estudos Brasileiros.


Ben Cowan
Professor de História
Universidade da California, San Diego


Ben Cowan é Professor Titular de História na Universidade de Califórnia em San Diego (UCSD). Recebeu seu bacharelado da Harvard University e fez doutorado na UCLA. Escreveu várias obras sobre radicalismo de direita, moralidade, sexualidade e autoritarismo no Brasil, focalizando-se na história cultural e de gênero no período pós-1964. Produziu dois livros premiados sobre estes temas: Securing Sex: Morality and Repression in the Making of Cold War Brazil (2016) e Moral Majorities Across the Americas: Brazil, the United States, and the Creation of the Religious Right (2021). Os livros ganharam um total de cinco grandes prêmios de livro, inclusive o Roberto Reis Prize para Moral Majorities (2022). Atualmente, Ben está pesquisando para um terceiro projeto: um livro sobre histórias do montanhismo e excursionismo “desde o Sul”, desvelando o papel imprescindível do Brasil em definir e desafiar narrativas hegemônicas de esporte, espaço, terra, geografia e recriação. 
Ben faz questão de promover a interdisciplinaridade como aspecto primário da missão e modus operandi da BRASA. Como membro, ele defende a visibilidade do Brasil e de estudos brasileiros, especialmente no que diz respeito aos estudos sobre gênero, sexualidade, mulheres, negritude e outros fatores de marginalização e exclusão. No Comitê Executivo, Ben se comprometeria com a tarefa de aumentar os diálogos interdisciplinares sobre os temas críticos do nosso momento, particularmente o surgimento do fascismo, do extremismo de direita e a crise transnacional da democracia. 

Leonora Souza Paula
Professora Assistente,
Estudos Literários e Latino-Americanos
Universidade Estadual do Michigan

Como Professora Assistente na Universidade Estadual do Michigan, sou especializada em Estudos Literários e Estudos Latino-Americanos, com foco nas interseções de raça, gênero, cultura urbana e memória na cultura afro-brasileira e afro-diaspórica contemporânea. Minha pesquisa atual examina o papel da imaginação espacial feminista negra na reivindicação da literatura e da cultura como recuperação patrimonial e reparação epistêmica. Este trabalho fundamenta meu compromisso mais amplo com o arquivamento digital, o engajamento comunitário e a defesa transnacional.
Cofundei o AfroFutures Now Digital Archive, uma plataforma multilíngue que reúne histórias intelectuais de mulheres negras e foi destaque no Fórum Permanente da ONU sobre Afrodescendentes em 2025. Meu engajamento global inclui participação a convite em fóruns de alto nível das Nações Unidas, incluindo a Cúpula do Futuro e várias sessões do Fórum Permanente. Minha produção acadêmica alcançou públicos internacionais por meio do GWL Voices, Geledés e do Escritório Washington Brasil, amplificando perspectivas feministas afro-brasileiras em diálogos políticos globais.
Meu trabalho foi reconhecido com a Bolsa ACLS, a Bolsa Vital Voices Visionaries e vários prêmios institucionais de excelência em diversidade, equidade e engajamento comunitário, incluindo o Prêmio de Excelência em DEI da Michigan State University e o Prêmio Inspiração do Centro de Gênero no Contexto Global.
Publiquei extensivamente em periódicos revisados ​​por pares e coletâneas, e organizo ativamente painéis e conferências que destacam metodologias decoloniais e o pensamento feminista afro-brasileiro. Como membro da BRASA, estou comprometida em promover pesquisas inclusivas e engajadas com a comunidade e em apoiar pesquisadores emergentes. Seria uma honra contribuir para a missão da BRASA, amplificando vozes historicamente marginalizadas e cultivando o diálogo global.


Tassiana Moura de Oliveira
Professora Assistente Visitante de Ciência Política
SUNY, Albany

Sou Professora Assistente Visitante de Direito Público na Universidade de Albany (SUNY), onde minha pesquisa se concentra em como os tribunais moldam as políticas sociais no Brasil. Minha trajetória acadêmica foi toda baseada no Brasil e profundamente conectada a questões de desigualdade, democracia e representatividade. Meu primeiro contato com a BRASA foi durante a edição de San Diego, período que coincidiu com minha mudança para os Estados Unidos. Desde então, a BRASA tem representado para mim uma ponte crucial entre acadêmicos no Brasil e aqueles que estudam o Brasil no exterior.
Como acadêmica brasileira vivendo e trabalhando nos Estados Unidos, tenho plena consciência dos desafios enfrentados por brasileiros que buscam ingressar no meio acadêmico americano, especialmente aqueles de regiões e origens raciais sub-representadas. Desde 2021, participo do projeto Negritude no PhD, que oferece mentoria a estudantes afro-brasileiros na preparação de candidaturas para programas de doutorado nos Estados Unidos. Essa iniciativa reflete meu compromisso mais amplo em tornar os espaços acadêmicos mais inclusivos e acessíveis a acadêmicos brasileiros de todas as origens.
Também sou uma das Diretoras do Coletivo Kilomba, uma rede de quase mil mulheres negras brasileiras que vivem nos EUA e no Canadá. Por meio desse trabalho, ajudei a fomentar a colaboração, o apoio mútuo e a visibilidade das mulheres brasileiras em diversas disciplinas e regiões.
Como mulher negra de Recife, no Nordeste do Brasil, trago perspectivas e experiências que permanecem sub-representadas em muitos espaços acadêmicos e institucionais. Servir no Comitê Executivo da BRASA me permitiria contribuir para a missão de inclusão da organização, garantindo que vozes como a minha, fora dos circuitos tradicionais de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, sejam ouvidas e representadas no futuro dos estudos brasileiros. Também ficaria muito feliz em ajudar a planejar os próximos eventos da BRASA, sempre buscando maneiras criativas de trazer mais brasileiros para a linha de frente das discussões sobre o Brasil.

ACADÊMICOS RESIDENTES NO BRASIL:

Sheyla Castro Diniz
Pesquisadora e Pesquisadora Colaboradora no
Departmento de História na FFLCH/USP

Sou Professora e Pesquisadora colaboradora no Departamento de História da FFLCH/USP, onde concluí recentemente, com bolsa FAPESP, o projeto pós-doutoral “Metá Metá: o conhecimento sociocultural através da canção contemporânea”. Socióloga e musicista, com mestrado e doutorado pela Unicamp, desenvolvo pesquisas sobre música popular brasileira dos anos 1960 à atualidade, com ênfase nas relações entre música gravada, política, modernismo, juventude, experimentalismo e afro-diáspora. Fui pesquisadora visitante na Université de Versailles Saint-Quentin-en-Yvelines (França, 2013-2014) e na Tulane University (EUA, 2024-2025). Entre outros trabalhos, sou autora do livro “De Tudo que a Gente Sonhou: Amigos e Canções do Clube da Esquina” (Intermeios/Fapesp, 2017) e da tese “Desbundados e Marginais: MPB e Contracultura nos Anos de Chumbo (1969–1974)”, em revisão para publicação. Na USP, atuo na consolidação da linha de pesquisa “Sociologia da Música” e coordeno o projeto de extensão “Seminários de Escutas e Estudos em Música Popular”.
Associada à BRASA desde 2012, pude estabelecer diálogos com pesquisadores de vários países, acompanhar debates qualificados sobre o Brasil contemporâneo, aperfeiçoar minhas pesquisas e internacionalizar seus resultados. A circulação e visibilidade internacional que os congressos da BRASA propiciam trouxeram ganhos importantes para a minha trajetória acadêmica, o que motiva minha candidatura ao Comitê Executivo, a fim de retribuir e contribuir com iniciativas que fortaleçam os objetivos da Associação. Buscarei promover atividades artístico-culturais nos congressos bienais; estimular oportunidades de financiamentos para a participação de pós-graduandos(as) e pesquisadores(as) brasileiros(as); incentivar a adesão de intelectuais ativistas visando a estreitar teoria e práxis social; prezar pela diversidade racial e de gênero; auxiliar tarefas burocráticas; e ampliar canais de divulgação.
Participarei do congresso em Salvador (2026) e estou entusiasmada com a possibilidade de integrar o Comité Executivo da BRASA para, assim, trabalhar essas propostas e colaborar com a organização dos congressos de 2028 e 2030.

Paula Silva
Professor
Departamento de Sociology
Universidade Federal da Bahia

Eu gostaria de declarar o meu interesse em participar do Comitê Executivo da Brasa, cujo mandato se iniciará em julho de 2026. Eu tenho uma grande admiração pela proposta da Associação de Estudos Brasileiros (BRASA) e já participei em várias edições dos congressos, seja apresentando trabalhos, seja em Mesas Redondas. Os temas que eu abordei nestes Congressos expressam bem o que tem sido a minha produção acadêmica e intelectual que trata de racismo e ações afirmativas (2004, Rio de Janeiro; 2010, Brasília), mobilidade estudantil e docente em projetos de cooperação entre Brasil e Estados Unidos (2006, Nashville, onde também realizei o pós-doutorado), gênero e interseccionalidade (2014, Londres; 2016, Providence; 2018, Rio de Janeiro), e lideranças femininas na Capoeira Angola (2008, New Orleans). Nestes três últimos Congressos a minha participação ocorreu em Mesas Redondas, sendo que em New Orleans eu atuei como Coordenadora e a Mesa Redonda foi seguida por uma roda de capoeira com a participação de muitas mulheres, incluindo as apresentadoras. Eu sou Professora Titular do Departamento de Sociologia da Universidade Federal da Bahia e tenho uma longa experiência de atuação institucional na Sociedade Brasileira de Sociologia, onde coordenei de 2013 a 2025 o Comitê de Pesquisa em Sociologia das Relações Étnico-Raciais, e fui parte da diretoria nas gestões de 2023-2024 e 2024-2025. Eu tenho certeza de que nesse momento da minha carreira poderei contribuir muito para a Associação de Estudos Brasileiros a partir destas experiências anteriores de atuação institucional, e das redes transnacionais que tenho construído, em especial, com colegas do Brasil e dos Estados Unidos, mas também de outros países do Sul Global. A minha atuação como ativista antirracista e feminista, e fundadora do Grupo Nzinga de Capoeira Angola, com 30 anos de existência, também enriquecerá a minha atuação na Associação de Estudos Brasileiros (BRASA).

REPRESENTANTE DOS ESTUDANTES DE PÓS-GRADUAÇÃO:

Alejandro Ramirez
Doutorando

Universidade da California, Santa Cruz

Sou doutorando em Estudos Latino-Americanos e Latinos (LALS) na Universidade da Califórnia, Santa Cruz, onde desenvolvo minha pesquisa focada em turismo, globalização e estudos de gênero, com ênfase no Brasil. Recentemente, concluí meu programa de estudos e pesquisa Fulbright, em parceria com a UFBA em Salvador, Bahia, onde examinei a formação de identidade e o estigma em aplicativos de relacionamento voltados para homens que fazem sexo com homens (HSH) e relacionamentos gays. Como representante dos estudantes de pós-graduação, meu objetivo é conectar a nova geração de pesquisadores, como eu, com a comunidade acadêmica consolidada ao redor do mundo. Embora atualmente resida na América do Norte, as conexões que estabeleci durante meu período como bolsista Fulbright permanecem fortes no Brasil. Meu trabalho visa continuar a promover a troca de conhecimento e discussões entre nações e idiomas por meio da tradução de textos e estudos de caso que consideram o mundo digital globalizado. Meu objetivo é adotar uma abordagem que priorize a conexão humana entre pesquisadores, integrando diferentes campos de estudo e trabalho. A BRASA oferece um espaço para que pesquisadores geograficamente distantes possam dialogar além das páginas escritas e construir redes por meio de interações presenciais que os acompanhem de volta para casa. Essas redes são a essência das jornadas e trajetórias acadêmicas, tanto para estudantes quanto para acadêmicos atuantes. As redes colocam seu trabalho em diálogo. Elas desafiam suas ideias e criam espaço para o seu crescimento. Meu principal objetivo como representante dos graduados seria trabalhar em conjunto com a diretoria executiva para priorizar a construção de redes e conexões entre disciplinas, gerações e fronteiras internacionais.

Período Eleitoral:
08 de Dezembro à 19 de Janeiro