
Presidente
Fabio de Sá e Silva é Professor Associado de Estudos Internacionais e Professor Wick Cary de Estudos Brasileiros na Universidade de Oklahoma, além de membro afiliado do Center on the Legal Profession da Harvard Law School.
Fabio é autor de destacados estudos sobre direito, advogados e democracia. Seu artigo Da Lava Jato a Bolsonaro examina a “gramática política” produzida e disseminada por procuradores da força tarefa Lava Jato. Esse estudo recebeu ampla cobertura da mídia brasileira e se tornou o mais citado e mais baixado do Journal of Law and Society no ano de 2020. Seu artigo posterior, Consciência Jurídica Relacional e Anticorrupção, mapeia os esquemas culturais coproduzidos nas interações entre os procuradores da Lava Jato e seus seguidores no Facebook. Este estudo foi tema de entrevista de página inteira no jornal Folha de São Paulo e ganhou o prêmio de melhor artigo da Law & Society Association em 2022.
Atualmente, Fabio é um dos coordenadores do Projeto sobre Legalismo Autocrático (PAL), uma rede internacional da Law and Society Association (LSA) que produz pesquisas comparadas sobre como autocratas em ascensão em países como Brasil, Índia e África do Sul usam a lei para acumular poder, e o que pode ser feito para frear tais movimentos. Nessa função, ele também é host do PAL Cast, um podcast no qual entrevista estudiosos(as) em temas de direito e política (anti)democrática.
Fabio também se dedica a construir e fortalecer instituições. Além de codirigir o Centro de
Estudos do Brasil da OU; ele é membro do Comitê Executivo da BRASA e trustee da LSA, turma de 2023. Se eleito para a vice-presidência da BRASA, ele trabalhará para garantir que a Associação continue sendo uma voz influente em temas brasileiros no Brasil e nos EUA; e que a comunidade de brasilianistas ofereça contribuições significativas para a compreensão das questões relacionadas ao Brasil, num momento em que o país tenta retomar uma trajetória de desenvolvimento inclusivo, sustentável e democrático.
Fabio é frequentemente procurado pela mídia para comentar assuntos brasileiros. Suas últimas aparições incluem veículos como BBC News, Washington Post, Radio France International, The Intercept e The World; além de veículos brasileiros como Rede TV, Folha de São Paulo, UOL, The Intercept Brasil, Correio Braziliense e O Globo

Vice-Presidente
Sou Professora Associada de Políticas Públicas e Métodos de Pesquisa no Baruch College – City University of New York. Obtive meu doutorado em Políticas Públicas e Economia Política pela Universidade do Texas em Dallas (UTD), onde também me formei em Economia Política Internacional. Antes de ingressar no Baruch College, fui pesquisadora de pós-doutorado na UTD, onde pesquisei e publiquei sobre a iniciativa de ação afirmativa no Brasil e sua eficácia. Também fui professora visitante do Programa de Estudos Latinos da Universidade de Princeton. Minha trajetória nos Estudos Brasileiros é profundamente pessoal. Imigrei do Brasil para os EUA em 2000 e, embora tenha construído minha carreira acadêmica nos EUA, permaneci intimamente ligada ao Brasil – falando português em casa, viajando frequentemente para o Brasil e fundamentando minha pesquisa em questões sociais brasileiras. Minha tese de doutorado examinou o acesso de estudantes negros e pardos a universidades públicas no Brasil e seu desempenho no ENEM (exame de admissão à universidade) – uma questão que me toca profundamente como estudante universitária de primeira geração. Desde então, minha pesquisa tem se concentrado no Brasil e na América Latina, abordando questões de desigualdade, raça e qualidade de vida. Em termos gerais, meu trabalho aplica métodos quantitativos avançados e teoria socioeconômica para investigar o impacto de políticas públicas sobre grupos sub-representados e marginalizados, fornecendo suporte empírico para a formulação de políticas que abordem as desigualdades socioeconômicas decorrentes de raça, classe e gênero em instituições sociais, políticas e religiosas. Sou também membro do Escritório de Washington para o Brasil e da Rede dos EUA para a Democracia no Brasil.

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Erika Robb Larkins
A Dr.ª Erika Robb Larkins é Diretora do Behner Stiefel Center for Brazilian Studies e Professora Associada de Antropologia e Sociologia na San Diego State University. Recebeu seu doutorado em Antropologia Cultural da University of Wisconsin, Madison e também possui mestrado em Estudos Latino-Americanos pela University of Chicago. Suas pesquisas e ensino se concentram na violência e desigualdade em ambientes urbanos. Seu primeiro livro, The Spectacular Favela: Violence in Modern Brazil (U. California Press, 2015), explora a economia política da violência espetacular em uma das favelas mais famosas do Rio. Um segundo livro, The Sensation of Security: Private Guards and Social Order in Brazil (Cornell 2023), examina como a indústria de segurança privada produz desigualdade urbana. Ela também publicou sobre questões de raça, gênero e política no Brasil, com artigos recentes publicados em American Ethnologist, City and Society, e no Journal for Latin American and Caribbean Anthropology, e em meios de comunicação públicos, incluindo El País e Al Jazeera.


Lígia Bezerra
Nasci em Várzea Alegre, Ceará, Brasil, e me mudei para os Estados Unidos em 2006, onde concluí o mestrado em Português na Universidade do Novo México e o doutorado em Português com ênfase em Estudos Culturais na Universidade de Indiana. Também possuo mestrado em Linguística pela Universidade Federal do Ceará. Lecionei Língua Portuguesa e Inglesa e Linguística no Brasil e lecionei Língua Portuguesa e Espanhola, Literatura e Cultura Lusófona e Literatura e Cultura Latino-Americana nos Estados Unidos. Meus interesses de pesquisa incluem consumo, vida cotidiana, neoliberalismo e democracia. Publiquei artigos em periódicos como Chasqui, Journal of Lusophone Studies, Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, Luso-Brazilian Review e Cultural Studies. Meu livro, *Everyday Consumption in Twenty-First-Century Brazilian Fiction* (Purdue University Press, 2022), é o primeiro estudo aprofundado a mapear a representação do consumo na prosa brasileira contemporânea, destacando como nossas interações com as mercadorias conectam áreas aparentemente desconexas da vida cotidiana, como hábitos alimentares, o crescimento da teologia da prosperidade e ideias de sucesso e fracasso. Estou escrevendo um segundo livro, que se concentra em como a música popular brasileira articula a resistência às forças antidemocráticas no século XXI. Por meio de minha pesquisa, comecei a participar das conferências da BRASA quando era estudante de pós-graduação e sou grata por todas as oportunidades que a conferência da associação me proporcionou ao longo da minha carreira. Como membro do comitê executivo da BRASA, seria uma honra contribuir para a missão da associação, ajudando a construir comunidade e a continuar abrindo portas para as futuras gerações de pesquisadores na área de Estudos Brasileiros.


Kristal Bivona
Bivona é Professora Assistente no Departament off Classics and Humanities e diretora associada do Behner Stiefel Center for Brazilian Studies na San Diego State University, onde idealizou e lançou o programa de bacharelado em Estudos Brasileiros e produz a premiada plataforma de humanidades digitais, o Digital Brazil Project. Ela é curadora do SDSU Brazilian Film Series desde 2020 e fez curadoria do Brazilian Film Series na UCLA em parceria com o Consulado Geral do Brasil em Los Angeles em 2019 e 2020. Antes da SDSU, Bivona lecionou na UCLA como professora bolsista no Departamento de Espanhol e Português e trabalhou no Centro de Estudos Brasileiros. Tem doutorado em línguas e literaturas hispânicas e mestrado em português pela UCLA e outro mestrado em literatura comparada pela Dartmouth College. Sua pesquisa analisa a forma como a cultura visual (incluindo o cinema, as artes visuais, o grafite e a pixação) intervém na memória cultural. O atual projeto de livro de Bivona, “Democracia fora de foco: memória política e cinema brasileiro pós-ditadura”, examina a formação da memória política da mais recente ditadura militar brasileira e o papel da produção audiovisual, lançando luz sobre a forma como o cinema no Brasil contribuiu ou desafiou as memórias e discursos que dominam o imaginário coletivo desde a transição democrática até hoje. Tem artigos publicados em Luso-Brazilian Review, Ciberletras, Memory Studies, e Latin American and Latinx Visual Culture e artigo aceito no Studies in Spanish and Latin American Cinemas.


Vanessa Castañeda
Vanessa Castañeda é Professora Assistente de Estudos Afro-Latino-Americanos em Davidson College, em posição conjunta com Africana Studies e Estudos Latino-Americanos. Ela foi bolsista de pós-doutorado em Estudos Afro-Latino-Americanos em Dartmouth College de 2021 até 2023, após receber seu doutorado em Estudos Latino-Americanos pela Universidade de Tulane. Sua pesquisa foca nas baianas de acarajé, predominantemente mulheres negras idosas, da classe trabalhadora, que são vendedoras ambulantes em Salvador, Brasil. Elas vendem comidas típicas regionais com origem culinária na África Ocidental. Elas também passaram a existir como ícones centrais do turismo de herança africana e figuras culturais da identidade regional e nacional brasileira. Através de metodologias interdisciplinares, como pesquisa de arquivos e vinte meses de etnografia comunitária dentro da Associação Nacional das Baianas (ABAM) e com suas associadas, seu livro em elaboração, provisoriamente intitulado Tabuleiros de Resistência: uma re-conceitualização das Baianas de Acarajé do Brasil reconsidera as baianas—através de sua profissão e advocacia comunitárias—como agentes políticos do feminismo negro para a libertação pessoal e coletiva. Suas publicações incluem o artigo “Mucamas ou Baianas? Black Female Empowerment and Cultural Representation in Bahia” , The Latin Americanist Annals Issue, que recebeu Menção Honrosa do Prémio de Melhor Artigo em Ciências Sociais da Brazilian Studies Association (BRASA). Sua pesquisa tem sido apoiada pela Bolsa de Iniciação (BIS) da BRASA, pela Fundação Tinker e pelo Programa Fulbright dos EUA. Atualmente, ela também é associada ao programa Future of Food da Sociedade de Antropologia da Alimentação e Nutrição (SAFN) da Associação Estadunidense de Antropologia (AAA) e “fellow” do programa Pedagogia da Justiça Racial da Associação para o Estudo da Alimentação e Sociedade (ASFS). Como estudante universitária de primeira geração, Vanessa se compromete muito com a orientação de alunos e com equidade na educação, tendo sido a fundadora do Comité de Apoio aos Estudantes Indocumentados da Universidade de Tulane.


Ben Cowan
Ben Cowan é Professor Titular de História na Universidade de Califórnia em San Diego (UCSD). Recebeu seu bacharelado da Harvard University e fez doutorado na UCLA. Escreveu várias obras sobre radicalismo de direita, moralidade, sexualidade e autoritarismo no Brasil, focalizando-se na história cultural e de gênero no período pós-1964. Produziu dois livros premiados sobre estes temas: Securing Sex: Morality and Repression in the Making of Cold War Brazil (2016) e Moral Majorities Across the Americas: Brazil, the United States, and the Creation of the Religious Right (2021). Os livros ganharam um total de cinco grandes prêmios de livro, inclusive o Roberto Reis Prize para Moral Majorities (2022). Atualmente, Ben está pesquisando para um terceiro projeto: um livro sobre histórias do montanhismo e excursionismo “desde o Sul”, desvelando o papel imprescindível do Brasil em definir e desafiar narrativas hegemônicas de esporte, espaço, terra, geografia e recriação.

Sheyla Castro Diniz
Sou Professora e Pesquisadora colaboradora no Departamento de História da FFLCH/USP, onde concluí recentemente, com bolsa FAPESP, o projeto pós-doutoral “Metá Metá: o conhecimento sociocultural através da canção contemporânea”. Socióloga e musicista, com mestrado e doutorado pela Unicamp, desenvolvo pesquisas sobre música popular brasileira dos anos 1960 à atualidade, com ênfase nas relações entre música gravada, política, modernismo, juventude, experimentalismo e afro-diáspora. Fui pesquisadora visitante na Université de Versailles Saint-Quentin-en-Yvelines (França, 2013-2014) e na Tulane University (EUA, 2024-2025). Entre outros trabalhos, sou autora do livro “De Tudo que a Gente Sonhou: Amigos e Canções do Clube da Esquina” (Intermeios/Fapesp, 2017) e da tese “Desbundados e Marginais: MPB e Contracultura nos Anos de Chumbo (1969–1974)”, em revisão para publicação. Na USP, atuo na consolidação da linha de pesquisa “Sociologia da Música” e coordeno o projeto de extensão “Seminários de Escutas e Estudos em Música Popular”.
Associada à BRASA desde 2012, pude estabelecer diálogos com pesquisadores de vários países, acompanhar debates qualificados sobre o Brasil contemporâneo, aperfeiçoar minhas pesquisas e internacionalizar seus resultados. A circulação e visibilidade internacional que os congressos da BRASA propiciam trouxeram ganhos importantes para a minha trajetória acadêmica, o que motiva minha candidatura ao Comitê Executivo, a fim de retribuir e contribuir com iniciativas que fortaleçam os objetivos da Associação. Buscarei promover atividades artístico-culturais nos congressos bienais; estimular oportunidades de financiamentos para a participação de pós-graduandos(as) e pesquisadores(as) brasileiros(as); incentivar a adesão de intelectuais ativistas visando a estreitar teoria e práxis social; prezar pela diversidade racial e de gênero; auxiliar tarefas burocráticas; e ampliar canais de divulgação.
Participarei do congresso em Salvador (2026) e estou entusiasmada com a possibilidade de integrar o Comité Executivo da BRASA para, assim, trabalhar essas propostas e colaborar com a organização dos congressos de 2028 e 2030.


Paulo Dutra
Meu nome é Paulo Dutra e sou Professor Assistente de Português e Espanhol na Universidade do Novo México, onde atuo como diretor de graduação do departamento de espanhol e português. O rap brasileiro é o foco do meu atual projeto de livro intitulado Reclaiming Blackness in Brazilian rap; no entanto, também me dedico a examinar questões raciais nas obras de Machado de Assis e de poetisas afro-brasileiras contemporâneas. Além de ter publicado artigos sobre os três temas, sou coeditor do próximo número da Machado de Assis em linha, cujo dossiê aborda raça e escravidão em suas obras. No ano passado, trabalhei como consultor da coleção “Todos os livros Machado de Assis” da Editora Todavia, patrocinada pelo Itaú Cultural a ser lançada em breve. Além do meu trabalho como pesquisador, mantenho uma produção ativa como poeta e contista, o que acredito orientar meu trabalho como acadêmico e professor. Meus poemas e contos podem ser encontrados em edições recentes dos Cadernos Negros e em meus dois livros: Aversão oficial: resumida e abliterações, ambos publicados pela editora Malê (Rio de Janeiro). Este último foi semifinalista do Prêmio Oceanos em 2020. Refletindo sobre o meu percurso, gosto de acreditar que sou um efeito colateral de um sistema autolegitimado de representação cultural privilegiada que me levou a tornar-me um estudante universitário não tradicional, um viciado em escrita e leitura de contos, um poeta e um professor/pesquisador para escapar a uma vida dedicada à realização de atividades que alguma máquina poderia facilmente fazer. Se for eleito para o comitê executivo da BRASA, aproveitarei minha experiência como ex-Diretor Executivo da Scolas e como atual membro do comitê executivo da APSA para trabalhar em colaboração com os/as colegas, a fim de promover a troca de ideias que apoiem a missão da Associação.


Seth Garfield
Seth Garfield recebeu seu Ph.D. em História da América Latina pela Universidade de Yale. Atualmente é professor de História na Universidade do Texas em Austin e ex-diretor do Centro Brasil do Instituto Lozano Long de Estudos Latino-Americanos (2018-22) e do Instituto de Estudos Históricos (2013-17). Ele também atua como Editor Associado da Enciclopédia Oxford de História e Cultura Brasileira e Varia História, e Editor Sênior da The Americas. Suas principais áreas de especialização na história brasileira incluem estudos indígenas, história ambiental, migração, fronteiras e história de alimentos e drogas. Garfield é autor de Indigenous Struggle at the Heart of Brazil: State Policy, Frontier Expansion, and the Xavante Indians, 1937-1988 (Duke, 2001), publicado em tradução para o português como A luta indígena no coração do Brasil: política indigenista, a Marcha para o Oeste, e os índios xavante, 1937-1988 (Unesp, 2011). Seu segundo livro, In Search of the Amazon: Brazil, the United States, and the Nature of a Region (Duke, 2014), recebeu Menção Honrosa no Prêmio Bolton-Johnson da American Historical Association’s Conference on Latin American History (2014). Seu livro mais recente, Guaraná: How Brazil Embraced the World’s Most Caffeine-Rich Plant (University of North Carolina Press, 2022), recebeu Menção Honrosa no Prêmio Sergio Buarque de Holanda de Melhor Livro em Ciências Sociais da Seção Brasil da Latin American Studies Association e foi eleito o “Melhor do Mundo” em História das Bebidas pelo Gourmand World Cookbook Awards. Os artigos de Garfield foram publicados na Hispanic American Historical Review, na Revista Brasileira de História e no Journal of Latin American Studies e sua pesquisa recebeu apoio da Comissão Fulbright, do National Endowment for the Humanities e da Mellon Foundation.


Marc Hertzman
Há quase vinte anos, no congresso de 2004 no Rio de Janeiro, a BRASA me ajudou a ingressar no mundo acadêmico. Procuro a eleição para o Comité Executivo como uma pequena forma de retribuir a enorme generosidade intelectual que tenho recebido da organização e dos seus membros. Como doutorando, apresentei meu primeiro trabalho naquele congresso, já tendo me beneficiado da incrível ajuda e gentileza de outras pessoas.Nas últimas duas décadas, muito tem mudado nos mundo acadêmicos brasileiro e norte-americano, mas ambos continuam a funcionar da melhor forma quando vozes diversas são ouvidas e podem se reunir numa conversa intelectual mais ampla e compartilhada.Como representante da BRASA, eu priorizaria iniciativas para trazer novas vozes para essa conversa, algo que tenho priorizado como coeditor da Luso-Brazilian Review, onde ajudei a estabelecer a primeira Emerging Scholars Article Incubator, e como membro do corpo docente, primeiro na Columbia University e, na última década, na University of Illinois, Urbana-Champaign. Minha pesquisa se concentra na diáspora africana no Brasil, e também comecei a pesquisar e escrever sobre a história indígena e africana. Embora seja historiador por formação, meu trabalho envolve múltiplas disciplinas e publico em vários campos, incluindo Etnomusicologia, Estudos Latino-Americanos e Estudos Culturais. Também tenho me beneficiado imensamente do intercâmbio e da colaboração com colegas brasileiros, com quem tenho publicado trabalhos acadêmicos e de divulgação. Embora minha pesquisa inicial tenha sido no Rio de Janeiro, meus projetos recentes e atuais destacam Bahia, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte; acredito fortemente na importância de destacar as histórias e as comunidades de todas as partes do Brasil. Sou grato à BRASA por abrir o caminho para mim nas redes universitárias e espero poder contribuir com a associação como seu representante.

Tassiana Moura de Oliveira
Sou Professora Assistente Visitante de Direito Público na Universidade de Albany (SUNY), onde minha pesquisa se concentra em como os tribunais moldam as políticas sociais no Brasil. Minha trajetória acadêmica foi toda baseada no Brasil e profundamente conectada a questões de desigualdade, democracia e representatividade. Meu primeiro contato com a BRASA foi durante a edição de San Diego, período que coincidiu com minha mudança para os Estados Unidos. Desde então, a BRASA tem representado para mim uma ponte crucial entre acadêmicos no Brasil e aqueles que estudam o Brasil no exterior.
Como acadêmica brasileira vivendo e trabalhando nos Estados Unidos, tenho plena consciência dos desafios enfrentados por brasileiros que buscam ingressar no meio acadêmico americano, especialmente aqueles de regiões e origens raciais sub-representadas. Desde 2021, participo do projeto Negritude no PhD, que oferece mentoria a estudantes afro-brasileiros na preparação de candidaturas para programas de doutorado nos Estados Unidos. Essa iniciativa reflete meu compromisso mais amplo em tornar os espaços acadêmicos mais inclusivos e acessíveis a acadêmicos brasileiros de todas as origens.
Também sou uma das Diretoras do Coletivo Kilomba, uma rede de quase mil mulheres negras brasileiras que vivem nos EUA e no Canadá. Por meio desse trabalho, ajudei a fomentar a colaboração, o apoio mútuo e a visibilidade das mulheres brasileiras em diversas disciplinas e regiões.
Como mulher negra de Recife, no Nordeste do Brasil, trago perspectivas e experiências que permanecem sub-representadas em muitos espaços acadêmicos e institucionais. Servir no Comitê Executivo da BRASA me permitiria contribuir para a missão de inclusão da organização, garantindo que vozes como a minha, fora dos circuitos tradicionais de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, sejam ouvidas e representadas no futuro dos estudos brasileiros. Também ficaria muito feliz em ajudar a planejar os próximos eventos da BRASA, sempre buscando maneiras criativas de trazer mais brasileiros para a linha de frente das discussões sobre o Brasil.

Leonora Souza Paula
Como Professora Assistente na Universidade Estadual do Michigan, sou especializada em Estudos Literários e Estudos Latino-Americanos, com foco nas interseções de raça, gênero, cultura urbana e memória na cultura afro-brasileira e afro-diaspórica contemporânea. Minha pesquisa atual examina o papel da imaginação espacial feminista negra na reivindicação da literatura e da cultura como recuperação patrimonial e reparação epistêmica. Este trabalho fundamenta meu compromisso mais amplo com o arquivamento digital, o engajamento comunitário e a defesa transnacional.
Cofundei o AfroFutures Now Digital Archive, uma plataforma multilíngue que reúne histórias intelectuais de mulheres negras e foi destaque no Fórum Permanente da ONU sobre Afrodescendentes em 2025. Meu engajamento global inclui participação a convite em fóruns de alto nível das Nações Unidas, incluindo a Cúpula do Futuro e várias sessões do Fórum Permanente. Minha produção acadêmica alcançou públicos internacionais por meio do GWL Voices, Geledés e do Escritório Washington Brasil, amplificando perspectivas feministas afro-brasileiras em diálogos políticos globais.
Meu trabalho foi reconhecido com a Bolsa ACLS, a Bolsa Vital Voices Visionaries e vários prêmios institucionais de excelência em diversidade, equidade e engajamento comunitário, incluindo o Prêmio de Excelência em DEI da Michigan State University e o Prêmio Inspiração do Centro de Gênero no Contexto Global.
Publiquei extensivamente em periódicos revisados por pares e coletâneas, e organizo ativamente painéis e conferências que destacam metodologias decoloniais e o pensamento feminista afro-brasileiro. Como membro da BRASA, estou comprometida em promover pesquisas inclusivas e engajadas com a comunidade e em apoiar pesquisadores emergentes. Seria uma honra contribuir para a missão da BRASA, amplificando vozes historicamente marginalizadas e cultivando o diálogo global.


Alejandro Ramirez
Sou doutorando em Estudos Latino-Americanos e Latinos (LALS) na Universidade da Califórnia, Santa Cruz, onde desenvolvo minha pesquisa focada em turismo, globalização e estudos de gênero, com ênfase no Brasil. Recentemente, concluí meu programa de estudos e pesquisa Fulbright, em parceria com a UFBA em Salvador, Bahia, onde examinei a formação de identidade e o estigma em aplicativos de relacionamento voltados para homens que fazem sexo com homens (HSH) e relacionamentos gays. Como representante dos estudantes de pós-graduação, meu objetivo é conectar a nova geração de pesquisadores, como eu, com a comunidade acadêmica consolidada ao redor do mundo. Embora atualmente resida na América do Norte, as conexões que estabeleci durante meu período como bolsista Fulbright permanecem fortes no Brasil. Meu trabalho visa continuar a promover a troca de conhecimento e discussões entre nações e idiomas por meio da tradução de textos e estudos de caso que consideram o mundo digital globalizado. Meu objetivo é adotar uma abordagem que priorize a conexão humana entre pesquisadores, integrando diferentes campos de estudo e trabalho. A BRASA oferece um espaço para que pesquisadores geograficamente distantes possam dialogar além das páginas escritas e construir redes por meio de interações presenciais que os acompanhem de volta para casa. Essas redes são a essência das jornadas e trajetórias acadêmicas, tanto para estudantes quanto para acadêmicos atuantes. As redes colocam seu trabalho em diálogo. Elas desafiam suas ideias e criam espaço para o seu crescimento. Meu principal objetivo como representante dos graduados seria trabalhar em conjunto com a diretoria executiva para priorizar a construção de redes e conexões entre disciplinas, gerações e fronteiras internacionais.


Ana Paula Alves Ribeiro
Antropóloga, Professora Adjunta da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF – Pedagogia, Departamento de Formação de Professores/UERJ), do Programa de Pós-Graduação em História da Arte (PPGHA/UERJ) e do Programa de Pós-Graduação em Culturas e Territorialidade (PPCULT/UFF). Bolsista do Programa de Incentivo à Produção Científica, Técnica e Artística, o PROCIÊNCIA/UERJ, é pesquisadora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (NEAB/UERJ, desde 2006), coordenadora do Programa de Extensão Museu Afrodigital Rio de Janeiro (UERJ, 2019 – ), também fazendo parte do seu conselho curador e de redação, assim como do Laboratório de Experimentações Artísticas e Reflexões Criativas sobre Cidades, Saúde e Educação (LEARCC, UERJ & Fiocruz, 2016 – ). Atua também com curadoria e educativo de cinema e artes visuais, tendo sido uma das curadoras do Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul Brasil, África, Caribe e Outras Diásporas em 2020 e 2021. Faz parte do Conselho Curatorial e Editorial da Coordenadoria de Exposições da UERJ (COEXPA), onde vem desenvolvendo desde 2022 curadorias coletivas para as galerias da universidade. Tem experiência nas áreas de Antropologia (do Cinema, Visual, Urbana e das Populações Afro-brasileiras) e Metodologia da Pesquisa. Pesquisa, ensina e orienta os seguintes temas: Imagens das Cidades (Fotografias, Arte Pública, Arte Urbana, Performances), Cinema e Cidade, Cinema Negro, Museus Negros, Museus Afro-digitais, Cultura afro-brasileira, Políticas Públicas e Relações étnico-raciais e Educação. Colabora com Associações desde 2006, tendo feito parte da Seção Brasil, da Latin American Studies Association/LASA (2006-2009), assim como da Associação Brasileira de Antropologia (ABA, desde 2012), na qual participou de três gestões do Comitê de Antropologia Visual (CAV). Participando da Brasa desde 2002, gostaria de trabalhar em prol da Associação e promover seus congressos e as possibilidades de interlocução entre colegas. Como acadêmica brasileira vivendo e trabalhando nos Estados Unidos, tenho plena consciência dos desafios enfrentados por brasileiros que buscam ingressar no meio acadêmico americano, especialmente aqueles de regiões e origens raciais sub-representadas. Desde 2021, participo do projeto Negritude no PhD, que oferece mentoria a estudantes afro-brasileiros na preparação de candidaturas para programas de doutorado nos Estados Unidos. Essa iniciativa reflete meu compromisso mais amplo em tornar os espaços acadêmicos mais inclusivos e acessíveis a acadêmicos brasileiros de todas as origens.
Também sou uma das Diretoras do Coletivo Kilomba, uma rede de quase mil mulheres negras brasileiras que vivem nos EUA e no Canadá. Por meio desse trabalho, ajudei a fomentar a colaboração, o apoio mútuo e a visibilidade das mulheres brasileiras em diversas disciplinas e regiões.
Como mulher negra de Recife, no Nordeste do Brasil, trago perspectivas e experiências que permanecem sub-representadas em muitos espaços acadêmicos e institucionais. Servir no Comitê Executivo da BRASA me permitiria contribuir para a missão de inclusão da organização, garantindo que vozes como a minha, fora dos circuitos tradicionais de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, sejam ouvidas e representadas no futuro dos estudos brasileiros. Também ficaria muito feliz em ajudar a planejar os próximos eventos da BRASA, sempre buscando maneiras criativas de trazer mais brasileiros para a linha de frente das discussões sobre o Brasil.


Livio Sansone
Livio Sansone (Palermo, Itália, 1956) obteve seu doutorado na Universidade de Amsterdã e vive no Brasil desde 1992, onde é professor titular de antropologia na Universidade Federal da Bahia (UFBA). É o coordenador da Fábrica de Ideias – um curso internacional avançado em estudos étnicos e africanos – e coordena o Museu Digital do Patrimônio Africano e Afro-Brasileiro. Seu livro mais conhecido em inglês é Blackness Without Ethnicity. Creating Race in Brazil (Nova York: Palgrave, 2003). Seus artigos em inglês estão disponíveis nas revistas on-line Vibrant, Codesria Bulletin, História, Ciências, Saúde, Berose e Rockefeller Archive Center Research Reports. Seus livros mais recentes são La Galassia Lombroso, África e l’ América Latina (2022, Laterza, Itália) e Field Station Bahia. Lorenzo Dow Turner, E. Franklin Frazier, Frances e Melville Herskovits and Brazil – 1935-1967 (2023, Brill, Leiden) – ambos estão sendo publicados em português em 2023 pela EDUNICAMP. Nos últimos anos, sua pesquisa tem sido sobre a circulação de ideias de raça e emancipação entre o sul da Europa, a África e a América Latina, a construção transnacional da antropologia afro-brasileira na década de 1940 e o nacionalismo cosmopolita do líder da independência de Moçambique, Eduardo Mondlane. Ele é membro do Africa Multiple Program da Universidade de Bayreuth, Alemanha. Livio planeja ajudar a organizar o Congresso BRASA de 2026 na UFBA e realizar dentro desse congresso (na verdade, imediatamente após) uma sessão especial da escola de doutorado Fábrica de Ideias dedicada a uma reflexão crítica sobre a formação de brasilianistas e, de modo mais geral, as vantagens e desvantagens de um enfoque nacional (muitas vezes construído de fora ou de forma transnacional) em um contexto em que a perspectiva Sul-Sul, especialmente em relação à África e ao resto da América Latina, está ganhando cada vez mais atenção.


Victoria Saramago
Victoria Saramago é Professora Associada no Departamento de Línguas e Literaturas Românicas da Universidade de Chicago. É doutora em Culturas Ibéricas e Latino-Americanas pela Universidade de Stanford e mestre em Literatura Luso-Brasileira e Língua Portuguesa pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Sua pesquisa abrange a literatura Latino-Americana dos séculos XX e XXI, com foco no Brasil. Seu trabalho situa-se na interseção entre eco-crítica e teoria da ficção, com atenção especial às representações de florestas e áreas rurais na América Latina, ao diálogo luso-hispânico, às humanidades ambientais e energéticas e às teorias da ficção. Seu livro mais recente, Fictional Environments: Mimesis, Deforestation, and Development in Latin America (Northwestern UP, 2021), investiga a relação dinâmica entre imagens ficcionais e lugares reais, analisando como as representações duradouras de florestas, áreas rurais e desertos em novelas que entram em conflito com as percepções coletivas de mudanças como o desmatamento e a urbanização. Ela coeditou The Handbook of Latin American Environmental Aesthetics (De Gruyter, 2023) e Literature Beyond the Human: Post-Anthropocentric Brazil (Routledge, 2022). É também coeditora de duas edições especiais: O Antropoceno na perspectiva da análise histórica (Topoi: Revista de História, 2023) e Narratives of the Apocalypse (Journal of Lusophone Studies, 2022). Recebeu uma bolsa de um ano da National Endowment for the Humanities para concluir seu projeto de livro atual, que examina o papel da eletricidade na produção cultural brasileira e está sob contrato com a MIT Press.

Paula Silva
Eu tenho uma grande admiração pela proposta da Associação de Estudos Brasileiros (BRASA) e já participei em várias edições dos congressos, seja apresentando trabalhos, seja em Mesas Redondas. Os temas que eu abordei nestes Congressos expressam bem o que tem sido a minha produção acadêmica e intelectual que trata de racismo e ações afirmativas (2004, Rio de Janeiro; 2010, Brasília), mobilidade estudantil e docente em projetos de cooperação entre Brasil e Estados Unidos (2006, Nashville, onde também realizei o pós-doutorado), gênero e interseccionalidade (2014, Londres; 2016, Providence; 2018, Rio de Janeiro), e lideranças femininas na Capoeira Angola (2008, New Orleans). Nestes três últimos Congressos a minha participação ocorreu em Mesas Redondas, sendo que em New Orleans eu atuei como Coordenadora e a Mesa Redonda foi seguida por uma roda de capoeira com a participação de muitas mulheres, incluindo as apresentadoras. Eu sou Professora Titular do Departamento de Sociologia da Universidade Federal da Bahia e tenho uma longa experiência de atuação institucional na Sociedade Brasileira de Sociologia, onde coordenei de 2013 a 2025 o Comitê de Pesquisa em Sociologia das Relações Étnico-Raciais, e fui parte da diretoria nas gestões de 2023-2024 e 2024-2025. Eu tenho certeza de que nesse momento da minha carreira poderei contribuir muito para a Associação de Estudos Brasileiros a partir destas experiências anteriores de atuação institucional, e das redes transnacionais que tenho construído, em especial, com colegas do Brasil e dos Estados Unidos, mas também de outros países do Sul Global. A minha atuação como ativista antirracista e feminista, e fundadora do Grupo Nzinga de Capoeira Angola, com 30 anos de existência, também enriquecerá a minha atuação na Associação de Estudos Brasileiros (BRASA).


Jennifer Duhamel
Diretora Administrativa


Antonio Luciano Tosta
Diretor Executivo